Poema sem nome

Hoje, mexendo em antigas fotos, deparo com um poema escrito por uma aluna, Áurea, em 1993. Me lembro bem do dia em que ela chegou e me entregou o cartão com o poema. Fiquei impressionada com o quanto ela escrevia bem. Ela me disse que o poema era uma tentativa de compensar o fato de não dançar como eu. Respondi que ela ainda estava começando, e que eu também gostaria de escrever tão bem quanto ela.

Infelizmente não tenho mais contato com ela, e não me lembro do seu sobrenome. Não tenho como pedir sua autorização para colocar seu poema no post. Vou colocar e se por acaso nos reencontrarmos e ela quiser que eu retire, eu o faço.

” O desejo é um fio quente

Que se desenrola debaixo do umbigo

E desenha um sol no coração

Iluminando tudo

É como se um campo de flores se abrisse de repente!

Mas dançar é mais que isso:

É mostrar o campo ao espectador

É mais ainda: é colocá-lo dentro do campo.


Os desejos que o meu corpo tem… Ah se eu pudesse dançá-los…

Eu faria se abrir nas pessoas papoulas sensuais…


Mas ainda estou tentando acertar os pés no caminhar

E levar o fio no labirinto,

Conduzir

Sem deixar partir,

Trançar, trançar um véu sutil

Até revelar

Um corpo

Como uma caneta invisível traçando um poema maravilhoso!”

campo_flores_vermelhas

poema_aurea1

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