
A idéia de que o colesterol tem papel fundamental nas doenças cardiovasculares está tão implantada no espírito de todos, que as pessoas nem a colocam em questão. Mas um grande número de médicos no mundo todo está fazendo exatamente isto: questionando a veracidade de todo esse alarde sobre alto colesterol.
Segundo Michel de Lorgeril o colesterol é uma molécula muito preciosa no nosso organismo, que é transformada em hormônios esteróides ou em vitamina D. O acúmulo de colestorol não é a causa de lesões como crêm alguns – e sim a consequência do envelhecimento das lesões.
No fim dos anos 60 foi desenvolvida uma técnica para medir as taxas de colesterol no interior das lipo-proteinas que o transportam – de auta densidade HDL o “bom”, de baixa densidade LDL o “mau” e de muita baixa densidade VLDL. Em 1977 os resultados dos testes para saber se o alto colesterol causava doenças cardiácas deu negativo, embora o LDL pudesse estar associado a um risco secundário.
Por outro lado, os remédios usados para baixar o colesterol têm efeitos positivos muito discutiveis, sem falar nos efeitos colaterais. Para o autor do artigo um dos grandes problemas do medo do colesterol é sua associação com o medo da gordura na alimentação, quando as boas gorduras são muito importantes para a saúde.
As pessoas precisam estar atentas para o uso massivo de remédios cuja eficiência é discutível, e para dietas duvidosas. Alimentação balanceada, um pouco de tudo e com preferencia por alimentos frescos e livres de venenos ainda é a melhor solução para dar ao corpo todos os nutrientes necessários.
A busca pela saúde deve estar focada em boa nutrição, exercícios e manejamento do stress. Um opção mais barata e mais eficaz do que achar que podemos fazer tudo errado e resolver com um (ou mais) comprimido por dia.
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